Até o final do mês de Outubro, Ouro Verde realiza campanha de combate à hanseníase.

A prefeitura de Ouro Verde-SP através da Secretaria Municipal de Saúde realiza até o final deste mês de Outubro (2017) a campanha de combate a hanseníase.

Um dos objetivos da campanha é detectar a doença logo na fase inicial, através do conhecimento passado a população e principalmente pelos agentes de saúde que fazem as visitas nas casas do município.

Quais são os principais sinais e sintomas?

Manchas na pele com alteração da sensibilidade térmica e/ou dolorosa; comprometimento neural periférica em mãos e/ou pés e/ou face.

É comum as pessoas falarem que estão com uma mancha dormente no corpo e chegarem ao consultório com uma cicatriz no local por terem feito o teste da sensibilidade. Mas é importante ressaltar que nem sempre a mancha doença vai estar totalmente dormente. Ela pode estar mais ou menos, dependendo do tempo.

Fonte: Imagem ilustrativa internet.

As manchas podem ser esbranquiçadas, que não dói, não coça e aparecem geralmente em lugares como as costas, braços, perna e rosto, mas isso não elimina outras áreas do corpo. É uma mancha que aparece no corpo e que muitas vezes as pessoas não se sentem incomodadas. Também pode haver alteração de sensibilidade sem a mancha.

 

E quais são as causas? É uma doença transmissível?

A hanseníase é uma doença milenar, é sinônimo de lepra. No Brasil que foi alterado a nomenclatura pelo preconceito a doença. O período de encubação da doença é longo e é transmissível. Então uma pessoa que possui Hanseníase do tipo multibacilar que não esteja em tratamento transmite a doença, geralmente para quem está mais próximo.

Fonte: Imagem ilustrativa internet.

São as pessoas que moram com ela ou que estão próximas, que tem maior chance de adoecer. A bactéria causadora da Hanseníase é a microbacterium lepra, e ela entra pelas vias aéreas superiores através de um espirro, tosse ou até mesmo uma conversa. Mas só uma conversa rápida não é o suficiente para desenvolver a doença, precisa que a pessoa esteja todo dia recebendo a bactéria.

As pessoas ficam muito receosas em estar perto de quem tem a doença, mas falta conhecimento de que não é em um contato rápido que haverá transmissão. Envolve uma rotina diária. E ainda assim, para você adoecer, a pessoa que recebeu a carga bacilar teria que estar em condições para adoecer, como resistência baixa, por exemplo.

Então sim, é uma doença transmissível, mas não tem toda essa facilidade de transmissão como às pessoas acham.

E como as pessoas podem evitar a contaminação? Quais os cuidados?

A forma de prevenção é diagnosticar os casos precocemente. Não é uma doença que tem vacina para evitar. A prevenção consiste no diagnóstico de todas as pessoas o mais rápido possível, e tratar para que as pessoas evitem a transmissão. Iniciado o tratamento, imediatamente a pessoa deixa de transmitir a doença.

Outra coisa interessante é que é muito difícil saber de quem pegou a doença, por que tem um período de incubação longo, e pode ficar em média cinco anos sem apresentar sintomas e a pessoa não saber que é portadora da doença. Além disso, a pessoa pode ficar com a mancha ou outros sintomas, e não dar importância.

A gente estimula que os profissionais de saúde fiquem atentos para os sinais e sintomas da hanseníase, pois somos um país endêmico e precisamos ficar alerta para o diagnóstico não só do paciente, mas que a família e os contatos próximos também venham para ser examinados e diagnosticados o quanto antes.

Hanseníase mata?

Não mata, mas traz deformidades físicas se não for tratada adequadamente e precocemente.

Caso você suspeite de alguma mancha no seu corpo ou no corpo de algum familiar, procure a unidade de saúde o mais rápido possível.

 

Nota: Assessoria de Comunicação